Hiltor Mombach

Copa, política e pós-Mundial

Prefeitura e governo tentam faturar sobre o sucesso da Copa.
Faz parte de um outro jogo, o político.
O Inter, idem. Também faz parte do jogo político.
Em seu site oficial, o governo mostra uma foto de Tarso Genro com os secretários que fizeram parte do Comitê Gestor da Copa.
E registra: “Conforme números prévios, estima-se que 350 mil turistas passaram pelo Estado, sendo 160 mil estrangeiros, movimentando aproximadamente R$ 1 bilhão.”
Título da reportagem: “Copa 2014: Para governador, Estado está preparado para grandes eventos”.
A prefeitura de Porto Alegre publica anúncio que leva a seguinte manchete:
“Uma Copa padrão Porto Alegre para ficar na memória. E também na história”.
Trecho: “Recebemos mais de 200 mil turistas que movimentaram a economia”.
O site do Inter bombou na Copa:
“Beira-Rio fecha sua participação na Copa em grande estilo” diz uma das últimas chamadas.
Tem eleição presidencial no final do ano. Giovanni Luigi deve indicar seu vice, Marcelo Madeiros, pela Situação.
O pós-Copa já mostrou sua cara, que é de desmonte.
Nesta quarta-feira não vi mais brigadianos nas redondezas na rua onde moro.
Eles ainda aparecem, porém agora só numa fotografia no site do governo:
“Dos 3,5 mil policiais militares envolvidos com a segurança do evento, 2.115 são do interior do Rio Grande do Sul e, agora, retornam aos seus municípios”.
Está explicado.
Ainda peguei o tempo em que havia brigadianos na rua de Porto Alegre.
Eles fiscalizavam tudo, inclusive o trânsito, aplicando as multas quando necessário.
Sentia-me mais seguro.
Muito por informações, um pouco por intuição e sem pretender desmerecer o esforço de ninguém, elejo três pessoas como fundamentais para que a Copa do Mundo tenha acontecido em Porto Alegre e no estádio Beira-Rio.
Não pela ordem: a presidente Dilma, o prefeito Fortunati e Luigi.