Certa feita eu estava em Tóquio. Chovia. Percebi que os japoneses compravam guarda-chuva numa estação de metrô e descartavam na saída. Lixo!
Algum tempo depois a novidade do descartável desembarcou em Porto Alegre. Conforme eu caminhava as varetas que sustentavam o tecido do guarda-chuva desabavam acompanhando o temporal. Sobrou o relutante cabo.
Sim, eu peguei o tempo em que ainda se mandava arrumar o guarda-chuva. Como se mandava consertar eletrodomésticos. No mundo atual a palavra mais consagrada é esta: descarta!
Vivemos o tempo do novo. Tudo é novo. Tudo é fugaz. O velho surge jurássico, ultrapassado. Joga-se no lixo inclusive a história.
Invadido pela nostalgia lembro do velho Inter. Aquele da década de 70. E do velho Grêmio. Aquele da década de 90.
Há um embuste na apologia do novo. Seus pregadores buscam a invenção da roda. São imitações do professor Pardal. Eu não conheço o novo. Porém sei de cor e salteado sobre o velho.
Encerro recomendando fortemente aos neófitos dirigentes de futebol: copiem o velho.
Copiem o velho
Encerro recomendando fortemente aos neófitos dirigentes de futebol: copiem o velho.
