Hiltor Mombach

Corinthians, Boca, Inter...

Um programa de TV argentino exibiu domingo escutas telefônicas.
Eu quero escutas no Brasileiro de 2005.
Aquele que o Corinthians levou com ajuda de muitos.
Inclusive da máfia russa.
O programa "La Cornisa de TV America" mostrou gravações da chamada "Máfia do Futebol", que está sob investigação local.
Uma das conversas exibidas levantam suspeitas sobre a arbitragem de Carlos Amarilla, que em 2013 prejudicou o Corinthians no duelo contra o Boca Juniors na Libertadores.
Há uma conversa entre Grondona, então presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino), falecido em 2014, e Abel Gnecco, representante argentino no comitê de árbitros da Conmebol.O diálogo se dá em 17 de maio de 2013, dois dias depois do Boca eliminar o Corinthians em pleno Pacaembu.
Na ocasião, o paraguaio Carlos Amarilla anulou um gol legal e deixou de marcar um pênalti claro para os brasileiros, além de outros dois lances duvidosos que foram apitados a favor do Boca.
O jogo acabou empatado em  1 a 1, o que resultou na eliminação corintiana.
Na conversa gravada, Gnecco relata como foi a decisão pela escolha do juiz paraguaio.
Ele conta que o acordo foi feito com Carlos Alarcón, representante paraguaio na Comissão de Árbitros da Conmebol que lhe teria ligado para oferecer Amarilla para apitar o duelo válido pela Libertadores."Estive falando com Alarcón e ele me disse:
"Estão querendo o Amarilla aí na Argentina?"", começa Gnecco no relato a Grondona. E ele teria respondido ao paraguaio: "Olha, se querem eu não sei, eu quero.
Coloque ele e deixe de me encher o saco. Alarcón, ponha o Amarilla e deixe de me ferrar".
Gnecco continua seu relato para Grondona, comemorando a decisão:
"Bom, foi assim, ele colocou... E saiu bem porque, bem, tem de ser assim".
O Corinthians acompanha o caso.
Mas se berrar muito alto a Fifa pune.
Como ameaçou punir o Inter em 2005.
Ah! Ninguém esqueceu da penalidade não marcada sobre Tinga!
Os jogos anulados, então, fazem parte de um escândalo sem precedentes.
Escuta neles!