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Crime de racismo não tem clube. Mas no Rio Grande do Sul, está grenalizado. Quem acusa o Inter é acusado de ser gremista; quem acusa o Grêmio de ser colorado. Como se a acusação pudesse prescindir de provas. Há ainda o time que banaliza crime tão grave, acusando os acusadores de procurar pelo em ovo. O Inter foi denunciado por suposta injúria racial contra o jogador Fabrício. Segundo o dicionário, supor também significa “admitir como provável ou possível.” O TJD deve ter admitido como provável ou possível que o lateral tenha sofrido injúria. Tem que investigar. Em caso tão relevante, melhor pecar pelo excesso, investigando, mesmo que seja “uma suposta injúria racial”, do que por omissão. Há quem tente comparar crimes de racismo. Crime de racismo é crime e ponto. Paulão e Vitinho declararam ter ouvido as injúrias. Fabrício não se manifestou. Não é necessário que se manifeste. Se o TJD tiver vídeos comprovando, estamos diante de provas irrefutáveis.