Hiltor Mombach

Cronologia de uma queda

O Inter anunciou ontem que Diego Aguirre não é o mais o treinador. Queda tardia. Aqui, a cronologia dos fatos e seus motivos. O novo técnico não será uma aposta.
22 de julho. Um Inter apático, indolente, leva 3 a 1 do Tigres e é eliminado da Libertadores nas semifinais.
26/07: Alisson salva o Inter contra a Ponte Preta.
30/07: Pellegrini assume como vice de futebol do clubes.
02/08: Alisson salva o Inter contra a Chapecoense. Com a autoridade de quem agora é vice, Pellegrini dá o recado: “Novamente o nosso goleiro foi o melhor em campo. Tem alguma coisa errada”.
05/08: D’Alessandro sente dores no quadril e passa a ser dúvida para o clássico GreNal de domingo. Fato importantíssimo e talvez decisivo para a queda de Aguirre. A direção colorada entendeu o anúncio da lesão como uma desmobilização dos jogadores. Ligou os fatos e percebeu, com atraso, que há tempos o Inter vinha entrando em campo desmobilizado. Mas a decisão foi pela manutenção de Aguirre pelo menos até o GreNal da Arena.
05/08: Pela noite, o River toca 3 a 0 no Tigres e conquista a Libertadores. O time que rugiu contra o Inter no México, miou na Argentina. Ficou escancarado que o Inter era mais time que o Tigres e tinha todas as condições de estar na final da competição.
06/08: O Inter faz um balanço da situação e teme que o time entre em campo desmobilizado para o GreNal. Teme um resultado catastrófico, capaz de comprometer o restante da temporada. Pellegrini sugere e Piffero concorda com a mudança de técnico.
Aguirre sai porque havia a certeza de que com ele o time, que vai mal no Brasileiro, ocupando o 10º lugar, fracassaria na Copa do Brasil. O objetivo do Inter passa a ser ganhar a Copa do Brasil. O momento é tão delicado que o grupo terá que ser motivado para ganhar do modesto Ituano, rival das oitavas-de-final.