Hiltor Mombach

Custo futebol

Um equivoco me obriga a retomar o tema. Escrevi que a folha salarial dos jogadores da Dupla sofreria um aumento de 466% de 2006 a 2012 e que, neste período, a inflação teve média inferior a 6% ao ano e o salário mínimo saiu dos R$ 300,00 para R$ 622,00, aumento de 207%. Errei: aumento de 107%.
Para Anápio Gomes, vice de futebol colorado, o mercado do futebol, que ele considera fora da realidade, é diferente de todos os demais. Paulo Pelaipe, executivo de futebol do Grêmio, acha que a tendência é os salários aumentarem ainda mais.
Inter e Grêmio aplicam em média 80% do arrecadado no futebol, contabilizados todos os custos operacionais. Em 2006, o Inter aplicou R$ 75 milhões no futebol. No ano passado, a contabilidade registra gastos de R$ 122 milhões, embora se fale em R$ 160 milhões. Especula-se que o clube vá faturar cerca de R$ 250 milhões brutos em 2012. Se 80% forem para o futebol, estamos diante de uma verba de R$ 200 milhões. Anápio garante que irá estancar custos e aposta ser possível manter o futebol com uma folha não superior a R$ 7 milhões/mês, R$ 140 milhões/ano.
Em 2008, o custo futebol do Grêmio foi de R$ 87 milhões e, em setembro deste ano, estava em R$ 100 milhões, com projeção de fechar 2011 em R$ 130 milhões. Pelaipe acha possível manter um bom time com R$ 6 milhões/mês em 2012. Menos otimista do que os dirigentes estou apostando que o aumento da verba da TV será repassada aos jogadores e que a folha dos dois clubes excederá o previsto. Afinal, este é um mercado fora da realidade.