Hiltor Mombach

Dá-lhe Uruguai!

Gosto dos uruguaios. Torço por eles. Assisto feliz o retorno deste país de cerca de quatro milhões de habitantes ao cenário futebolístico.
Na Copa do Mundo da África do Sul abracei os uruguaios como a minha Seleção depois da eliminação do Brasil. O Uruguai foi mais longe do que nós, sabemos. Chegou em quarto lugar.
Na Libertadores assistimos o Uruguai, representado pelo Peñarol, fazer a final contra o Santos. Não deu. Peñarol que eliminou o então campeão, Internacional, ganhando no Beira-Rio de virada.
No Mundial Sub-17 os uruguaios fizeram a festa sobre o selecionado brasileiro com uma goleada de 3 a 0, chegando até a final, onde perderam para o México por 2 a 0.
Depois de um quarto lugar e dois vices em competições internacionais chegou a vez de o Uruguai comemorar um título. Numa competição, a Copa América, que tinha a Argentina, anfitriã, e o Brasil, como favoritos.
O Uruguai não tomou conhecimento do Paraguai, massacrou uma seleção que chegou até a final com cinco empates, aplicou 3 a 0 e, já no intervalo, com 2 a 0 no placar, a fatura se mostrava liquidada. Comemoração justa de quem jogou muito mais.
Para encerrar, a manchete do jornal uruguaio El Observador após a conquista dominical: “Volvió el Rey de América”.