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Cometendo uma verdade exagerada diria que não há polêmica sobre o jogador perna de pau: este sobrevive graças ao anonimato. Já o fora de série é bajulado ou xingado em todos os idiomas. D’Alessandro não foi D’Alessandro contra o fraco The Strongest e, ao final da partida, não se falava do modesto 1 a 0, da classificação para as oitavas de final da Libertadores: o que poderia ter havido com o formidável meio-campista? Nada. Não ouve nada. Sasha caiu pelo flanco direito e, com Valdívia e Nilmar, o Inter trocou o estilo glamouroso do toca-aqui-toca-lá pelo velocista à Usain Bolt. O gol nasceu assim, num vapt-vupt. D’Alessandro cabe mais no futebol alfandegário, carimbando a bola. Trata-se de um 10 dos antigos, jurássico. O Inter apressado do primeiro tempo foi subitamente transformado em afoito no segundo. Afoiteza desnecessária e inexplicável contra um rival risível. O torcedor teve que conviver com cenas patéticas como Paulão errando em bola. A surpresa está em errar a bola: esperava-se uma rosca, um viva São João. Com o Inter encurralado em seu campo depois dos 20 minutos finais, não cabia a esterilidade do futebol malabarista e o contra-ataque pedia para entrar em campo: Aguirre sacou Sasha e mandou entrar Rafael Moura. Trocou um velocista por um atacante fincado, transformando o setor ofensivo em cinco saaras. Sem ser importunado atrás, o The Strongest deitou e rolou na frente. Não empatou. Mas colocou não uma, dezenas de pulgas atrás das orelhas dos colorados: que Inter é este, o do Chile ou o do The Weakest?