Das convicções
Caro Hiltor,
Convicção é uma das palavras mais proferidas por treinadores e dirigentes. E tais convicções são tão dinâmicas quanto o futebol. (outra frase adorada pelos dirigentes).
Como torcedor colorado também tenho as minhas convicções, pelo menos neste momento.
1ª convicção: O Inter do treinador Falcão (todo respeito ao ídolo-jogador) está jogando, incrivelmente, menos do que o Inter do Roth. Coisa que parecia impossível.
2ª convicção: Oscar na reserva é uma insanidade. Basta os dirigentes e o treinador olharem os lances de gols do Damião no ano para constatarem que vários deles surgiram em jogadas do Oscar. Sem contar que o guri é o único jogador deste elenco que tem chute de longa e média distâncias. Estranho que só no Inter jovens precisam de tempo de "maturação" mesmo depois de mostrar qualidade. Se por acaso o Santos esperasse para amadurecer Neymar e Ganso, seriam eles os destaques que hoje são?
3ª convicção: Não lembro o último gol do Inter em jogada trabalhada. Ou são gols e iniciativas pessoais (normalmente do Damião) ou meramente, obras do acaso.
4ª convicção: Criou-se no Beira-Rio, a cultura de homenagear jogadores concedendo-lhes lugar cativo no time. Dirigente não pode virar fã confesso de jogador. Caso contrário, constrange-se na hora de mandar seus "ídolos" embora.
Estas são minhas convicções de momento. Mas, tal como a dos dirigentes, pode mudar conforme os resultados.
Abraço do leitor assíduo,
Anderson Cruz
Sócio-Colorado
Porto Alegre-RS
