Hiltor Mombach

Das frases feitas, ainda o Inter

Dorival inventou o suprassumo do esquema chama-derrota: um goleiro, dois laterais, dois zagueiros, dois volantes razoáveis, e aqui estou sendo condescendente, um volante raçudo, um meia de recuo e dois atacantes. Num vapt-vupt estava 2 a 0 para o Flamengo. O Inter não jogava mal, mas aqui reside a maior virtude do chama-derrota: ele chama a derrota custe o que custar.
Dorival precisou de 45min para saber o que até os quero-queros de Marcorama sabem: quem escala um time para empatar, quase sempre perde. Para sorte do treinador, Fabrício serviu Gilberto que descontou no primeiro tempo. Um gol alentador.
No segundo tempo o Inter promoveu a estreia do jovem atacante Maurides, de 19 anos, na vaga de Josimar e mandou entrar Marcos Aurélio no lugar Gilberto  aos 16min. Estava 3 a 1 para o Flamengo. A frase feita diz que quem escala mal, muda bem. Deu certo e o Inter passou a chamar a vitória. Ficou no empate. Pelos desfalques e pela lambança do primeiro tempo, um ponto para ser festejado.