Hiltor Mombach

Das teses

Das teses

Meu querido amigo Rech tem uma tese: Renato foi o maior jogador do Grêmio em todos os tempos e é o maior ídolo hoje. Credita a ele o título obtido em Tóquio. Meu outro querido amigo, Milton Jung, retruca dizendo que a conquista não é de Renato, mas de todo o time. Milton tem razão; Reche, também.
Se é verdade que só com Renato o time não teria sido campeão, também é verdade que Renato ficou com as glórias. Todas. Duas conquistas, a Libertadores e o Mundial, imortalizaram Renato, que pelo Grêmio obteve ainda mais dois títulos, estes regionais. Renato herdou as glórias não pelo cruzamento que resultou no gol de César, nos 2 a 1 contra o Peñarol, na final da Libertadores, mas por ter desmontado o Hamburgo na final no Japão, com dribles infernais e os dois gols nos 2 a 1. O Grêmio foi Renato no Japão. E Renato foi o Grêmio. Ali, instituição e jogador fundiram-se para a eternidade.
Vamos sair do ataque para a defesa. De um outro time. O Inter.
Índio tem no seu currículo três regionais, duas Libertadores, um Mundial/Fifa, uma Recopa Sul-Americana e uma Copa Copa Sul-Americana. Possui mais títulos do que Renato. Não é o maior ídolo do Inter. Indio tem mais conquistas mas não está para o Inter como Renato está para o Grêmio. O torcedor gremista dirá que não há como comparar Renato com Índio. Sabe que Renato foi mais decisivo do que Índio. Sabe que, se não fosse Renato, muito possivelmente o Grêmio não teria obtido dois dos títulos mais importantes da sua história. Isto transforma Renato no maior ídolo do Grêmio.
A diferença entre Renato e Índio? O primeiro, atacante, foi protagonista; o segundo, zagueiro, coajuvante.
Renato sempre terá seu nome associado ao Mundial do Japão.
Já quando se fala no Mundial do Inter, a primeira lembrança para muitos é Gabiru.