Carta fictícia de Abel para Ramirez,
“Quero me desculpar por ter deixado o Inter vice-campeão do Brasileiro. O título foi sonegado por ‘interésses’.
Isto aumenta a cobrança.
Somado ao fato da minha sintonia com o torcedor colorado.
Fui campeão da Libertadores diante de um São Paulo que vinha de um título mundial.
Ganhei um Mundial jogando contra o Barcelona.
Não o de Guayaquil, o de Ronaldinho.
Não sei se o amigo já olhou o mapa do Brasil. Dali o Rio Grande parece estar se desgarrando, como se fosse um outro país.
Os gaúchos carregam fala de separatistas.
O caldo ferve.
Tanto que o Gre-Nal é considerado o clássico de maior rivalidade no país.
Vou me permitir aconselhar o amigo.
Escale Lomba; Heitor, um zagueiro que não seja Zé Gabriel, Cuesta e um lateral; Dourado, Edenilson, Patrick e um meia; Yuri Alberto e Guerrero se este estiver bem.
Caso contrário, há opções.
Em breve terá Saravia para a lateral direita, Moledo ao lado de Cuesta e Taison.
Monte este time e vá apalpando aos poucos, sem mudanças radicais no momento.
Acerte logo o meu Inter.
Ou vai dar música: “Pode ir armando o coreto / E preparando aquele feijão preto/ Eu tô voltando...”
