Todo sábado faço pudim e salada de maionese.
Em 30 anos,nunca errei.
São receitas da minha mãe.
Os quero-queros de Arroio do Tigre sabem que futebol não segue receita de bolo.
Os tudólogos não sabem.
Para eles futebol segue receita.
Se desandar, a culpa é do dirigente.
Sou achólogo, portanto acho e, algumas vezes, nem achar, acho.
Vejam: o Grêmio tem 90min para marcar um gol no Botafogo e, se não levar, estará nas semifinais da Libertadores.
Quanto mais tempo levar para marcar, menos tempo sobrará.
Neste caso deve se atirar para cima do rival desde o primeiro minuto?
Pela lógica, sim.
Mas a lógica do futebol é que não há lógica.
Se o Grêmio cozinhar o jogo em fogo branco e o adversário fizer o mesmo teremos penalidades.
O Grêmio já se deu mal duas vezes este ano nos pênaltis (Gauchão e Copa do Brasil).
Tivesse ganho o ruralito, disputando as final da Copa do Brasil e coladinho no líder no Brasileiro, uma eliminação hoje seria uma desgraça não tão desgraçada.
Não é este o caso.
Agravante: nunca nos últimos 15 anos o time deu tanta esperança de títulos.
Futebol não tem receita, mas o jogo desta noite, pontualmente, segue três ingredientes: vencer, vencer ou vencer.
