A quarta-feira foi de chuvarada, aguaceiro em Porto Alegre.
E de incêndio nas redes sociais. Tuitadas durante todo o dia. Algumas estão no Tiro Livre.
Assunto: o entorno da Arena virou uma piscina, dificultando o acesso de torcedores na partida Grêmio e Cruzeiro pelo Brasileiro. O prefeito Nelson Marchezan Jr. entrou na polêmica.
O debate não deveria se concentrar na Arena e nem na torcida do Grêmio, mas no sofrimento da população, a maioria carente, dos bairros no entorno do estádio, que sofrem muito com alagamento em dias de chuva. É isto que a prefeitura tem que resolver, não pelo clube, mas por quem mora na região e quem transita por ali.
A OAS teria que fazer o entorno.
Em 2013 foi firmado um Termo de Compromisso entre o município e a construtora que transferiu obrigações que seriam da OAS para o poder público. O MP pediu a suspensão da cláusula do Termo de Compromisso.
Em 2014 foi assinado um termo de revogação. Custo estimado: R$ 120 milhões.
A falência da OAS só ajudou a emperrar ainda mais as obras do entorno.
A documentação do Termo de Compromisso está no site dada Procuradoria-Geral do Município (PGM).
Não pode haver verba municipal, estadual e federal. O deputado Danrlei tentou, via emenda parlamentar, liberar verba.
Um caso que se arrasta por cinco anos.
