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Há uma conspiração tácita para excluir Lopes do segundo turno da eleição do Inter, aquele em que a votação se dá entre os sócios. Faz parte do jogo político, de uma meia democracia, como se isto pudesse existir, que se instalou em alguns clubes, entre eles o Colorado. Caso não haja a garantia que Luigi ganhará no Conselho, haverá um conchavo entre situacionistas, que migrarão votos suficientes para colocar no returno a Oposição liderada por Sandro Farias. Esta mesma meia democracia da cláusula de barreiras foi usada, sem sucesso, para tirar Koff do segundo turno da eleição gremista, onde ele foi consagrado presidente. No Inter, cerca de 300 conselheiros podem frustrar que a eleição se dê entre quase 70 mil sócios. Está mais do que na hora de os clubes adotarem a cláusula de barreiras zero, com outros impeditivos, como o ficha limpa, este sim um item fundamental em qualquer eleição e relegado até aqui.