Hiltor Mombach

Democracia excludente

Há uma conspiração tácita para excluir Fábio Koff do segundo turno da eleição do Grêmio, aquele em que a votação se dá entre os sócios. É do jogo político. De um jogo contraditório. O mesmo conselho que unido aprovou a redução da cláusula de barreira nas eleições proporcionais de chapas de 30% para 20% pode se unir para barrar um dos maiores nomes da história da centenária instituição. É do jogo político. De um jogo contraditório.
É contraditório que o mesmo conselho que diminuiu as dificuldades de um candidato ir para o segundo turno, para ser referendado ou não pelos sócios, ainda se apresente hermético, capaz de veto através de coligações fugazes. Numa verdade não tão exagerada estamos diante de uma eleição democrática que pode se definir por exclusão. É a democracia excludente.
Numa verdade não tão exagerada estamos diante de uma eleição democrática onde um candidato de atestada popularidade junto ao associado pode ficar pelo caminho. É do jogo político. De um jogo contraditório. Hoje a conspiração é contra Koff. Amanhã, não se sabe contra quem. É do jogo político. De um jogo que carrega um mecanismo antidemocrata, o de poder relegar o sócio. Como se vê, a redução da cláusula de barreira para 20% ainda permite manobras que a cláusula de barreira zero não permitiria. Mas a cláusula de barreira zero dá calafrios nos caciques da política gremista.