Há um lugar onde o Galo aparece depenado, escancaradamente explícito. Quem quiser decifrá-lo, basta botar o olhar.
Falo da tabela de classificação do Brasileiro. O time ofensivo pode ser visto nos 60 gols marcados em 36 jogos. Nenhuma equipe marcou mais. Nem o virtual campeão Palmeiras.
As deficiências defensivas aparecem nos gols sofridos, 48. Levou oito gols a mais do que o Internacional, por exemplo. O Palmeiras tomou 31, portando 17 gols a menos.
O Grêmio é mais equilíbrado: 40 gols prós e 38 contra.
Para golpear o Galo, o representante gaúcho conta, neste primeiro jogo da final da Copa do Brasil, no Mineirão, com um número 10 dos antigos, um exímio passador, Douglas; dois velocistas, Pedro Rocha e Luan e um falso ponteiro direito, Ramiro.
Éverton, que fica no banco, tem mais bola do que Pedro Rocha, mas certamente Renato se preocupa com questões táticas.
O Galo não preocupa apenas pela sua ofensividade, que atende poucos padrões táticos, privilegiando a técnica: o time tem jogadores catimbeiros, experientes.
A mínima vantagem lá pode significar título na Arena depois. Vantagem com gol, então, tem sabor de taça.
