Em 17 de julho de 2007 o voo JJ 3054, operado pela TAM Linhas Aéreas e ligando Porto Alegre e São Paulo, ultrapassou o fim da pista aeroporto de Congonhas durante o pouso chocando-se contra um depósito de cargas da própria TAM. Estavam na aeronave 187 pessoas. Onze pessoas que trabalhavam no prédio da TAM Express e um taxista também morreram na colisão. Foram 199 vítimas fatais, 98 eram gaúchas.
Entre as vítimas estava o Paulo Rogério Amoretty Souza, ex-presidente do Internacional.
Mais de nove anos depois do acidente, a família Amoretty ainda briga na Justiça. Um dos filhos, Marcelo, que assim como o pai é advogado, afirma ter contratado uma empresa nos Estados Unidos para tratar o caso. As principais ações são contra a Tam e a Airbus.
Para Roberto Corrêa Gomes, “cada acidente tem as suas peculiaridades e cada caso é um caso isolado. Muitos optaram por fazer acordo com a TAM e alguns buscaram escritórios nos EUA na tentativa de fazer valer os seus direitos”. Roberto Corrêa Gomes é jornalista e atua como assessor voluntário de imprensa da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo TAMJJ3054.
Ele perdeu um irmão na tragédia.
Seguro I
A TAM e sua seguradora, Unibanco AIG, fecharam e pagaram, até julho de 2008, 78 acordos de indenização com familiares de vítimas do voo JJ 3054. Os valores pagos teriam sido superiores aos registrados pela jurisprudência brasileira. Houve pagamento ainda do seguro de Responsabilidade da Empresa de Transporte Aéreo (Reta)
Seguro II
Quando do acidente com o voo JJ 3054 o seguro Reta pagava R$ 14,2 mil no caso de morte ou lesão. Em casos como estes o valor pago nos EUA era de 120 mil dólares. Em 2009, a Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos conseguiu na Justiça aumentar o seguro para R$ 41 mil. Atualmente é de R$ 66 mil.
