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O austríaco Karl Rapann inventou o ferrolho suíço. A França desaferrolhou. Os 5 a 2 (chegou a estar 5 a 0, com os Blues perdendo chances de ampliar) de ontem dizem tudo: massacrou quem entrou em campo disposto a vencer; foi massacrado quem queria empatar. Embalada pelo hino, desta vez executado (a Marseillaise não tocou na estreia francesa por problemas no som no Beira-Rio) a França passeou na Fonte Nova. Quem foi ver os Blues neste Mundial não pode se queixar. Antes, a França havia aplicado 3 a 0 em Honduras. Se o sorteio colocou os europeus Itália e Inglaterra no grupo da morte, a França caiu no grupo da vida: Suíça e Honduras aceitaram a inferioridade quando deveriam se espelhar na Costa Rica. Ao contrário de Espanha e Inglaterra, campeões mundiais que ficaram pelo caminho, a França vem sendo protagonista.