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O governo federal tinha interesses em ver a Copa acontecer no Beira-Rio. Entre eles, o ano eleitoral. O que se diz é que Dilma desatou muitos nós, um deles, um nó górdio, a relutância de a Andrade Gutierrez cumprir com seu compromisso de reformar o estádio. O Grêmio por si só não está conseguindo nem conseguirá resolver o impasse da Arena. Há muitos envolvidos: Grêmio, BNDES, Caixa Federal, OAS, Arena Porto-Alegrense, Banrisul, Santander e Banco do Brasil. E, no meio disto, a operação Lava Jato. Com todo o dinheiro arrecadado retido pelos bancos devido à inadimplência bancária, a Arena Porto-Alegrense poderá se ver sem caixa para a abrir o estádio em jogos futuros. A quem servirá isto? Caso executem as garantias, os bancos (combinados ou individualmente) executarão a própria Arena, a galinha que deveria ser dos ovos de ouro. Ficarão com um estádio sem nenhuma servetia. Frustrado, o torcedor gremista já cogita em voltar para o Olímpico, de onde tem certeza neste momento de que nunca deveria ter saído. O Olímpico é do Grêmio mas aqui há outro nó: foi dado em garantia pela OAS para a Caixa em troca da liberação de verba.