Hiltor Mombach

Desata o nó gremista, Dilma!

O governo federal tinha interesses em ver a Copa acontecer no Beira-Rio.
Entre eles, o ano eleitoral.
O que se diz é que Dilma desatou muitos nós, um deles, um nó górdio, a relutância de a Andrade Gutierrez cumprir com seu compromisso de reformar o estádio.
O Grêmio por si só não está conseguindo nem conseguirá resolver o impasse da Arena.
Há muitos envolvidos: Grêmio, BNDES, Caixa Federal, OAS, Arena Porto-Alegrense, Banrisul, Santander e Banco do Brasil.
E, no meio disto, a operação Lava Jato.
Com todo o dinheiro arrecadado retido pelos bancos devido à inadimplência bancária, a Arena Porto-Alegrense poderá se ver sem caixa para a abrir o estádio em jogos futuros.
A quem servirá isto?
Caso executem as garantias, os bancos (combinados ou individualmente) executarão a própria Arena, a galinha que deveria ser dos ovos de ouro.
Ficarão com um estádio sem nenhuma servetia.
Frustrado, o torcedor gremista já cogita em voltar para o Olímpico, de onde tem certeza neste momento de que nunca deveria ter saído.
O Olímpico é do Grêmio mas aqui há outro nó: foi dado em garantia pela OAS para a Caixa em troca da liberação de verba.