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Mal o árbitro apitou o final da partida Ituano 1 x 2 Inter e os setoristas correram para entrevistar D’Alessandro. Justifica-se. O meia argentino não costuma ter papas na língua. Nelson Rodrigues escreveu que “a simples confissão de virtudes não interessa nem ao padre, nem ao psicanalista e nem ao médium, depois da morte.” Nem ao repórter. D’Alessandro foi substituído por Alex no intervalo. Perguntado sobre o momento de turbulência do time quando comandado por Diego Aguirre, ele não se conteve e cometeu esta frase: “Teve derrota que a gente não brigou, lutou”. Eis aqui uma verdade exagerada: times modestos, mas que se entregam de corpo e alma à camiseta que vestem, que honram o escudo do time que representam e que fazem por merecer os quase sempre polpudos salários, têm chance de ir longe em uma competição; já aquelas equipes recheadas de foras de série, mas cujos jogadores carregam seu próprio peso como se fosse um fardo, como se estivessem chumbados ao gramado, que dividem uma bola como se desfalecidos estivessem, bem, estas equipes não vão a lugar algum. Não estou avaliando o Inter de Aguirre, longe disto, apenas refletindo sobre a importância da briga, da luta, no futebol. A frase de D’Alessandro é um ensinamento: não se terceiriza brio, vontade e valentia. Determinação não se compra em bodega.