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Vai algum tempo os principais clubes brasileiros convenceram seus jogadores a criar a própria empresa, emitir nota e escapar dos 27,5% de tributação. Teriam descontados na folha apenas 1,5% de Imposto de Renda. Nascia o direito de imagem. Logo os jogadores descobriram que o imposto sobre uma nota poderia chegar a 16%, mesmo assim menor do que os 27,5%. Como a Receita entende que o direito de imagem burla a lei, está buscando ressarcimento retroativo até cinco anos dos jogadores. A medida já atinge pelo menos um atleta conhecido da Dupla. Ouvi de um advogado que em alguns casos o governo nem descontaria os impostos já recolhidos. Taxaria em 27,5% e ponto final. Com multa, juros e correção. Quem pagou religiosamente os 16% teria que recorrer judicialmente para abater. No direito de imagem o clube deixa de recolher impostos sobre férias, 13º e Fundo de Garantia. Quem perde é o jogador. Houve tempo em que alguns clubes pagavam apenas 10% na carteira e 90% de imagem. Hoje, é de cerca de 50% e 50%. Os direitos de imagem viraram deveres de imagem. Ah! Na ânsia arrecadatória, o governo federal poderá fixar em 35% a tributação para empresas criadas por jogadores de futebol.