Hiltor Mombach

Diego Aguirre e o imaginário do torcedor

No imaginário do torcedor e da maioria dos dirigentes, títulos estão associados a treinadores que eles consideram consagrados, renomados.
A opção de Piffero por Tite teve aprovação geral porque hoje Tite se enquadra neste perfil.
Mas futebol não segue receita de bolo e a memória do torcedor algumas vezes é seletiva e, outras, curta.
O Inter chegou à semifinal da Libertadores de 2010 com um estrangeiro como técnico, o uruguaio Fossati.
Demitiu Fossati para contratar Celso Roth.
Com Roth, levantou o bicampeonato.O atual comando colorado  descartou um estrangeiro e Roth.
Descartou dois de uma fórmula que,  por linhas tortas, deu certo.
Voltou atrás e foi buscar Diego Aguirre no Uruguai.
Vai dar certo?
Só o tempo dirá.
Em tempo: o leitor deste blogue sabia desde às 22h de domingo que Diego Aguirre era o treinador do Inter.
A confirmação, dada aqui com exclusividade ontem, só hoje foi confirmada pelo Inter.
Do site do Inter:


O departamento de futebol do Sport Club Internacional anuncia o técnico para a temporada de 2015: Será Diego Aguirre, 49 anos. A apresentação oficial acontecerá na terça-feira (23/12), às 17h30, na sala de imprensa do Estádio Beira-Rio.


Nascido em Montevidéu, o uruguaio retornará a Porto Alegre, onde atuou como atacante do Inter nas temporadas 1988 e 1989, participando do Gre-Nal do século e sendo o artilheiro colorado na Copa Libertadores de 89.


Aguirre trabalha como treinador desde 2001, tendo dirigido times do Uruguai, Equador, Peru e Catar, além da seleção uruguaia sub-20. Ele estava desde 2011 no Oriente Médio onde comandou o Al-Rayyan e o Al-Gharafa, ganhando quatro competições locais e sendo escolhido o melhor treinador da temporada de 2012. Na América do Sul, Aguirre foi campeão uruguaio duas vezes com o Peñarol e foi finalista da Copa Libertadores de 2011, feito que o clube uruguaio não atingia desde 1987.