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O projeto de Lei 7681/14, em análise na Câmara dos Deputados, prevê que “50% da receita de TV serão divididos igualmente entre os clubes participantes do torneio ou campeonato transmitido; 25% distribuídos conforme a classificação da equipe na última temporada do mesmo torneio ou campeonato; e 25% de forma proporcional à média do número de jogos transmitidos no ano anterior.” A proposta altera a Lei Pelé e é do deputado Raul Henry.De acordo com Henry, o sistema atual, onde a Globo negocia individualmente com as instituições, cria uma dinâmica perversa: “Os clubes com maiores orçamentos contratam melhores jogadores, têm maior probabilidade de conquistar maior número de títulos, e, com isso, de ter maior crescimento das torcidas. Torcidas maiores, por sua vez, representam audiência mais elevadas, o que significa contratos de transmissão financeiramente mais vantajosos, e o ciclo vicioso se repete”. Segundo os dados, o Santos, por exemplo, recebe R$ 60 milhões. A partir de 2016 sua cota irá para R$ 80 milhões, enquanto Inter e Grêmio, que ganham R$ 45 milhões, passarão para R$ 60.Este colunista fez um levantamento de alguns indicadores. Por exemplo. O Santos (3%) tem menos torcida do que o Grêmio (4%) no país, vende menos pay per view, está atrás no ranking do futebol brasileiro da CBF e, este ano, não teve nem a metade da média de público como mandante no Brasileiro. Porém, receberá a partir de 2016, R$ 20 milhões/ano a mais do que o representante gaúcho, ou R$ 1,6 milhão por mês, dinheiro suficiente para bancar o salário de três grandes jogadores. Pela proposta, a comercialização dos direitos de transmissão deverá ser feita de forma coletiva e unificada, por uma entidade que represente todos os clubes, escolhida pela maioria deles. E os contratos de venda dos direitos de imagem terão de ser publicados na internet.