Hiltor Mombach

Dinheiro carimbado

A compra da Arena não se dará com dinheiro carimbado, ou seja, não virá de um fonte específica, como, por exemplo, o repasse para a OAS de cotas da TV, da migração dos sócios, da bilheteria ou, em caso de venda, do naming rights.
O valor estabelecido, ainda não ajustado entre as partes, será dividido em prestações capazes de serem suportadas pelo Grêmio, que buscará estes recursos em suas várias fontes de arrecadação.
O estádio Olímpico servirá para abater boa parte do custo.
Especula-se que esteja valendo entre R$ 130 e R$ 140 milhões.
Neste negócio, ganham todos.
O Grêmio porque será dono do estádio e a OAS porque, finalmente, irá construir na Azenha.
Koff “sentou” sobre o Olímpico como quem diz “daqui não saio, daqui ninguém me tira”.
A OAS viu que era melhor fazer a vontade do Grêmio, vender a Arena, negócio malsucedido no primeiro ano de gestão com um déficit de R$ 42,7 milhões, e tocar o investimento imobiliário.
Especula-se que entre Azenha e Humaitá a OAS arrecadará mais de R$ 7 bilhões.
Ora, a Arena não representa nem 10% de um negócio que precisará da marca Grêmio para ser alavancado.
Em tempo: não está definida a forma como o Grêmio assumirá a dívida bancária.