Hiltor Mombach

Dinheiro dá em árvore

Há muitos Brasis neste Brasil. Há um Brasil passa o pires na rua da Praia e um onde o dinheiro parece dar em árvore.

Há muitos Brasis neste Brasil. Há um Brasil passa o pires na rua da Praia e um onde o dinheiro parece dar em árvore.
Dias atrás ouvi de um dirigente do altíssimo escalão do Grêmio que nesta remodelação do time o clube não pagará salários superiores a R$ 300 mil. É quase uma miséria perto de nababos que recebem mais de R$ 1 milhão a cada 30 dias.
Agora, leio que Nikão estava acertado com o Inter onde receberia cerca de R$ 600 mil por mês mais R$ 3,5 milhões de luvas. O negócio não saiu porque a assessoria do jogador não aceitou ganhar R$ 2 milhões. Pretendia R$ 4 milhões.
Este Brasil nababo é um deboche, um escárnio. Os clubes de futebol são os filhos queridos desta Nação. É um outro Brasil habitando o Brasil. E, certamente, o Brasil dos clubes não é o meu e o seu Brasil. Quando quebram, viram SAF (sociedade anônima do futebol). Quando a SAF quebrar virá outro tipo de ajuda.
Impossível digerir salários tão escandalosos. É um acinte com o Brasil que vai ao açougue para comprar osso. Mente descaradamente quem diz tratar-se da lei do mercado. Com os clubes falidos, trata-se de outra coisa, de falta de pudor, falta de respeito.