Não vai muito as receitas com televisão e sócios deixavam nos cofres de Grêmio e Inter algo em torno de R$ 20 milhões por ano. A partir de 2012, apenas estes dois ítens, que hoje respondem por cerca de R$ 50 milhões, serão responsáveis por quase R$ 90 milhões. Se em 2006 a receita operacional bruta do Inter bateu nos R$ 107 milhões, saltando para R$ 200 milhões em 2010, é possível que ao final de 2012 esteja batendo nos R$ 300 milhões. Obviamente, cresce o endividamento. Dos R$ 56 milhões da era Guerreiro (Grêmio 2000) saltou para mais de R$ 200 milhões nos dias atuais, cerca de 70% deste valor negociado via Timemania. O Inter não deve menos.
Quando Paulo Nunes rompeu a barreira dos R$ 100 mil mensais no futebol gaúcho, e lá se vão 14 anos, era possível se afirmar que os salários dos jogadores não parariam de aumentar. Com a ISL, o Grêmio inaugurou outra era, a de alguns jogadores recebendo 200 mil dólares mensais. O Brasil assistiu escandalizado não vai muito a um leilão por Ronaldinho com o Flamengo batendo o martelo em R$ 1,2 milhão e, nove meses depois, vê o Santos dobrar este valor para manter um menino, Neymar. Pouco importa aqui que várias empresas banquem o salário. Importa o dinheiro na conta do jogador, a disposição em remunerar cada vez mais.
O próximo passo, um clube gaúcho romper a barreira do R$ 1 milhão/mês, não está muito longe de acontecer. Especula-se que o salário oferecido para Kléber atuar no Grêmio seja de R$ 500 mil mais luvas de R$ 1 milhão. Seriam R$ 7 milhões por temporada, R$ 583 mil mensais ou R$ 35 milhões por cinco anos de contrato. É bem provável que se quiser manter Damião por mais algumas temporadas, o Inter e seus possíveis parceiros tenham que depositar na conta do atacante valores superiores aos de Kléber. Finalizo lembrando um programa que levava o nome de “O Céu É o Limite” para dizer que, no futebol, o dinheiro não tem limite.
