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Sobre individualismo: cada um tem o seu. Dita a obviedade, prossigo. Cada um tem o seu e tenta escamotear ou esconder. Esconder o que não pode ser escondido. O ser humano é individualista por natureza. Mas nega. É divertido comparar a veemência com que nega ser individualista com os fatos. Não em vão Odone carrega o rótulo de Odono. Ele já incorporou o rótulo e se diverte com isto. Vejam Odone falando sobre as eleições do Grêmio: “Meu desejo não é uma questão pessoal, e sim, de uma construção de grandeza”. Se é desejo dele, é pessoal. Na filosofia odonista sobre individualismo cabe, obviamente, apenas a primeira pessoa do singular do verbo ser. Não difere em nada da filosofia koffista ou koffiana. Koff indicou os seis integrantes do Conselho de Administração. Fossem 50 as vagas, indicaria os 50. E vai indicar todos os integrantes da Grêmio Empreendimentos. Democraticamente. Koff adotou um sistema de consulta inédito. Consulta os líderes dos movimentos e, depois, se autoconsulta. A verdade mais verdadeira é que Koff faz de conta que consulta as lideranças, mas só consulta Koff. Odone e Koff são a personificação do individualismo. Cada um tem a sua grife, mas os dois patrolam. Koff com muitíssimo mais sutileza. Patrola não patrolando, se me entendem. Com eles aprendemos que pólos iguais se repelem. E como se repelem.