Hiltor Mombach

DO SITE DA FIFA / AVALIAÇÃO DA VITÓRIA DO INTER

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Depois de dominar todo o primeiro tempo e ser punido por um gol no finalzinho, muitos poderiam aguardar um Internacional tenso para a segunda etapa. Nada disso. O time brasileiro controlou seus nervos, se manteve lúcido em campo e deu um grande passo em busca do bicampeonato da Copa Libertadores da América.

Nesta quarta-feira, a equipe gaúcha saiu atrás do placar, mas buscou a virada contra o Chivas, em Guadalajara. Este foi seu primeiro triunfo como visitante no torneio, o que não podia ter acontecido em melhor hora.

O Inter agora joga apenas por um empate no Beira-Rio, na próxima quarta, para repetir a conquista do torneio em 2006. A considerar seu retrospecto na atual edição, com seis vitórias em seis jogos, poderia se considerar que uma mão já está na taça. Um rival como o Chivas, contudo, não pode ser subestimado.

Na semifinal contra a Universidad de Chile, os mexicanos apenas empataram em 1 a 1 e conseguiram a vaga em Santiago, triunfando por 2 a 0, com muito oportunismo. O mesmo comportamento perigoso foi exibido nesta primeira partida da decisão.

Por 45 minutos, os colorados mandaram absolutos na cidade mexicana, com forte marcação no meio-campo empurrada pelos incansáveis Sandro e Guiñazu e um toque de bola de muita categoria para subir ao ataque. O time chegou a acertar a trave por duas vezes, em um chute rasteiro cruzado de Kléber de dentro da área, pela esquerda, e em uma forte cobrança de falta frontal de Alecsandro. O primeiro gol, porém, foi da equipe da casa.

Nos acréscimos, em reposição de bola do goleiro Renan, o setor defensivo gaúcho se confundiu e permitiu que o meia Marco Fabián tivesse liberdade para avançar com a bola no meio-campo. Ele ergueu a cabeça e fez um passe aéreo preciso em direção ao meia-atacante Adolfo Bautista. O veterano foi esperto e cabeceou na entrada da área, de cobertura, marcando um belo tento. Logo na sequencia, soou o apito.

Para o segundo tempo, seria primordial que os atletas do Inter mantivessem a compostura, cientes de que compunham o melhor time no duelo até então, apesar da desvantagem no placar, e eles conseguiram.

O time soube administrar e trabalhar a posse de bola, esperando uma chance pelo empate. Na verdade, apareceram duas grandes oportunidades, e as duas foram guardadas.

Aos 74, Kleber avançou à linha de fundo pela esquerda e cruzou com categoria para encontrar o jovem Giuliano no centro da área. Autor de gols contra o Estudiantes nas quartas e São Paulo nas semifinais, o meia subiu e cabeceou com firmeza, no canto. Três minutos depois, foi a vez de D’Alessandro cruzar da direita. Índio ganhou no segundo pau e jogou para o centro. O capitão Bolivar apareceu sozinho para completar de cabeça: 2 a 1, em virada instantânea.

Nada melhor do que os gols de cabeça. Pois foi isso o que o time colorado usou em Guadalajara para resistir à pressão de um resultado adverso na casa do oponente e, 45 minutos depois, construir uma vitória que lhe deixa bem perto da festa no Beira-Rio.