Hiltor Mombach

Doping

Os jogadores Mateus de Oliveira Silva e Felipe de Figueiredo Ferreira, juniores do Grêmio, deram positivo no antidoping realizado no confronto contra o Vitória, em novembro, pela Copa do Brasil Sub-20.
Substância: methylhexaneamine, o que é considerado estimulante pelo Controle de Antidopagem da CBF.
Sobre Methylhexaneamine. Trata-se de um estimulante capaz de retardar a sensação de fadiga no sistema nervoso central.
Efeitos colaterais: dores de cabeça, náuseas e acidentes vasculares cerebrais quando a dose for maior.
Papa quando o assunto é doping, Eduardo Henrique De Rose diz.
“O uso de estimulantes de uma forma geral acelera o pulso, aumenta a pressão arterial e pode, em dias muito quentes, causar uma síncope no atleta”.
Trata-se de um pó branco que pode ser misturado a enérgicos sem que este mude sua cor.
Possivelmente todos os jogadores do Grêmio tomaram, mas só dois foram sorteados para o exame de dopagem.
O caso é gravíssimo.
Um time inteiro de garotos pode ter entrado em campo sob o efeito de doping, correndo risco.
Em grandes quantidades, o estimulante pode até levar à morte.
Obviamente que os jogadores, leigos no assunto, seguiram orientação para ingerir tal substância e o Jurídico do clube já tomou todas as providências. De tudo, fica a lição para o Grêmio e demais clubes.
Há de se redobrar a atenção, a fiscalização.
A punição para os atletas flagrados desrespeitando a regulamentação pode variar de acordo com o número de ocorrências e reincidências.
Eduardo Henrique De Rose: “Para uma primeira infração a pena vai de uma advertência a dois anos de suspensão, segundo o grau de culpabilidade e negligência do atleta”.
Mas De Rose, integrante Comissão Médica do COI, faz questão de registrar que desconhece os caminhos da CBF para punir ou absolver jogadores de futebol.