Hiltor Mombach

Dos sonhos

Segunda-feira, 26 de agosto de 2002.
O Internacional havia anunciado a demissão do técnico Guto Ferreira.
Minha coluna saiu com o título “dos sonhos”.
Transcrevo.
“No seu momento de devaneio máximo, o Inter pensou em Felipão, o sonho dos dirigentes.
Felipão colocaria ordem no departamento de futebol, alavancaria os planos de sócio e marketing e tornaria viável a conquista do título nacional. Um anúncio bombástico!
Numa ponta está o consagradíssimo e festejado Felipão e, na outra, Celso Roth.
É incompreensível que a mesma direção possa pensar primeiro em 80 e, se não der o 80, que desembarque o oito.
O correto, se Felipão disser não, o que deve acontecer, seria algo mais razoável, um meio-termo, alguém como Jair Picerni, este também capaz de operar milagres.
Mas esperar que os dirigentes colorados sejam razoáveis, bem, isso é outro sonho.
Hoje, estamos quase assim:
o Inter sonha com Felipão, mas pode entregar ao torcedor um pesadelo, trocando seis por meia dúzia.”
Qualquer semelhança com os fatos atuais é mera coincidência.
Embora nem Zago nem Guto Ferreira possam ser enquadrados como 80, se é que me fiz entender.