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A participação brasileira na Copa de 1990 foi a pior desde 1966, pois a seleção caiu ainda na primeira fase. O Brasil venceu os três jogos da fase de grupo e caiu diante da Argentina. Perdeu quando fez seu melhor jogo, acertando três na trave. Os pedantes que se dizem analistas de futebol e não de resultado até hoje não compreendem a eliminação. Os parnasianos ofereceram em sacrifício o volante Dunga. Por tabela, imolaram o futebol gaúcho, para eles tosco e defensivo. As manchetes no centro do país davam conta do “fim da era Dunga”. Em 94, Parreira cometeu o sacrilégio de chamar outra vez Dunga. E desafiou os parnasianos sacando Raí e colocando Mazinho. Trocou um manequim em campo até então por um volante. Com Zinho armando, dois atacantes apenas (Romário e Bebeto) e três volantes (Dunga, Mazinho e Mauro Silva) Parreira reabilitou Dunga e, por tabela, um estilo de jogar futebol, o gaúcho. Os parnasianos não gostaram e meteram pau no tetra. Veio a Copa de 2002. Antes mesmo de desembarcar no Ásia, o gaúcho Felipão levava pau a torto e a direito por deixar Romário no Brasil. Os amantes do futebol ofensivo continuaram sua ofensiva mas não convenceram Felipão a ser ofensivista. Ele, que já havia sacado Polga para a entrada de um líbero, Edmílson, tirou Juninho Paulista e colocou Kleberson. Assim como em 94, o Brasil conquistou o penta com três peças ofensivas: Rivaldo, Ronaldinho e Ronaldo. Lembrando que o trio “RRR” mandava um bolão. Deixou saudades! De muitas formas Felipão não repete o Felipão de 2002 na Copa de 2014. Em 2002 mostrava-se temeroso de que o destino pudesse pregar-lhe a mesma peça que pregou em Lazaroni, que depois de 1990 viu-se banido do futebol brasileiro. Lembrando aos pedantes que contra a Argentina o Brasil realizou um partidaço, mas perdeu, e futebol é resultado e ponto final. Hoje, Felipão está visivelmente mais seguro, embora a escorregadela de dias atrás, quando chamou alguns amigos jornalistas para dividir sua angústia, talvez na torcida de que eles sejam mais suaves na crítica em caso de tragédia. Mas é em campo que Felipão não repete Felipão. Montou um time com dois volantes, um armador e três atacantes. Um armador, Oscar, que fica entre San Juan y Mendoza, perdido entre o meio e o ataque, e três atacantes no papel, pois dois (Hulk e Neymar) buscam a bola que não chega por onde deveria, pelo meia. Montou um esquema que defende mal e ataca mal, inconsistente. As atuações nada convincentes acenderam a luz vermelha. Felipão disse que Henrique (volante) no lugar de Fred (atacante) é uma opção durante o jogo contra a Colômbia. Felipão quer diminuir o risco de ser transformando num Dunga. Com a abissal diferença de que um, o volante, saiu de baixo e terminou por cima.