Hiltor Mombach

Dupla Gre-Nal: a década de 70 não terminou

Atravessei a década de 70 ouvindo narradores e comentaristas da rádio Guaíba dando conta dos atentados provocados pelos sopradores de apito contra Grêmio e Inter.
Isto alimentou em mim uma paranoia que só fez prosperar. A palavra “árbitro” vinha sofrendo um aviltamento progressivo até 2005.
Ao mesmo tempo em que me enojou, a forma como presentearam o Corinthians com a taça me deu a pesarosa convicção da nossa impotência diante de São Paulo e Rio.
Para ganhar não basta sermos os melhores.
Temos que estar dez oceanos na frente.

Inter e Grêmio deveriam entrar líderes solitários na 8ª rodada do Brasileiro que será disputada no meio da semana.
Mas, e há sempre um mas em tudo, o soprador de apito André Luiz de Freitas Castro não marcou um pênalti escancarado, claríssimo, em favor do Grêmio contra o Fluminense.
E meteu na rua o volante Ramiro por reclamação, um estupendo exagero, pois se vê jogadores enfiando o dedo na cara dos sopradores impunemente.

Como toda paranoia, a minha também tem contornos de conspiração.
Graças aos três pontos sonegados ao Grêmio, o Palmeiras desfila agora em segundo lugar e o Corinthians está no G-4.

A década de 70 não terminou. Segue ao vivo e em cores.