Carlos Corrêa / Interino
O Grêmio começa hoje, oficialmente, a sua temporada. O Inter já está trabalhando há dois dias. Será um ano desafiador para a Dupla. E um olhar mais frio e racional neste momento não leva a uma conclusão muito otimista. Pelo contrário. No papel, hoje tanto o Inter como o Grêmio entram em 2025 piores do que terminaram 2024.
Não significa que os elencos sejam ruins, muito longe disso. A comparação é com eles mesmos. Nem os dirigentes colorados e nem os gremistas fizeram desembarcar em Porto Alegre qualquer reforço que empolgue o torcedor, daquele que faz o cara ir à loja comprar a camisa com o nome às costas.
O único nome confirmado pela direção tricolor até agora é o lateral João Lucas. Que tomara para os gremistas dê certo, mas não é exatamente um jogador que vai ter dificuldades para caminhar num shopping da Capital por conta do assédio. Em compensação, saíram Soteldo, Diego Costa, Reinaldo, Geromel, Du Queiroz e Fábio.
Do lado vermelho, sequer um reforço foi anunciado por enquanto. Por outro lado, a saída de Thiago Maia parece iminente. Sem falar em nomes como Renê e Alario, que compunham grupo e se foram.
No geral, o mercado não está dos mais movimentados nessa janela. O problema é que quem tem mais poder financeiro, está fazendo valer. O Palmeiras, que já seria um favorito natural a tudo que disputar, foi com sede às compras. Já anunciou Paulinho, ex-Galo, e insiste em ter Andreas Pereira, do Fulham.
O Palmeiras, aliás, não é o único. O Cruzeiro – ou a SAF Cruzeiro – colocou mais de 45 mil pessoas no Mineirão no final de semana para apresentar seus novos contratados: Gabigol, Dudu, Fágner, Rodriguinho e Christian. Se em 2024 não brigou por título, começa 2025 com outra cotação.
