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Koff anunciou a compra da Arena. No sábado tem eleição para presidente. Concorrem o candidato de Koff, Romildo Bolzan, contra o candidato do MGI, Bellini. MGI que era o movimento do presidente do Conselho de Administração, Milton Camargo. A Oposição acusa Koff de ter cometido uma atitude eleitoreira. Queria ver documentos, queria ouvir a palavra da OAS, dos bancos. Só ouviu Koff. Que o anúncio terá peso na eleição ninguém tem nenhuma dúvida. O que a Oposição não sabe é o tamanho do estrago. Diz o ditado que “existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.” Assim, de repente, a OAS virou boazinha. Logo ela, tão má com a gestão anterior. Pela migração dos sócios cobrou R$ 41,8 milhões. E levou. Mantida por 20 anos, a cobrança somaria R$ 836 milhões. Koff reduziu para R$ 15 milhões em 2014 e R$ 18 milhões a partir de 2015. Com a gestão anterior não tinha negócio. Com Koff, teve. Comprou a Arena por R$ 24 milhões pagos em seis anos (R$ 144 milhões) mais R$ 18 milhões a partir de seis anos até o final do contrato. São mais R$ 252 milhões. Total: R$ 396 milhões. Comprou pela metade do que o clube pagaria se renovasse por 20 anos pela migração. A OAS pagará o empréstimo ao BNDES e dará as garantias. O Grêmio poderá lançar contabilmente a Arena como sua por cerca de R$ 700 milhões. Como o Grêmio pagará os R$ 24 milhões por seis anos? A média de público na Arena é de 24.501 e a de renda de R$ 895.198,50. Grêmio x São Paulo rendeu R$ 1.6 milhão. Hoje, tudo vai para o caixa da Arena Porto-Alegrense. Não retorna um centavo para o Grêmio. Parte dos R$ 24 milhões sairá da renda. A outra parte de novos planos de sócios. Vai pagar por uma casa sua.