Hiltor Mombach

E agora?

Carlos Corrêa / Interino

 

Nenhuma notícia poderia ser pior para Renato Portaluppi e para os torcedores do Grêmio do que uma lesão grave como a de Douglas. O camisa 10 pode até não ser o melhor jogador da equipe (Luan? Geromel?), mas sem dúvidas é aquele com características mais específicas. No momento, não basta nem ter dinheiro para ir em busca de uma reposição. Um meia como Douglas, alguém sem tanta velocidade, mas que pensa melhor a partida, que coloca o pé em cima da bola e com um toque deixa o companheiro de cara para o gol é algo escasso no futebol atual. D’Alessandro, Montillo, Conca, Ganso. É difícil encher uma mão com jogadores parecidos. Se, em alguma transferência o clube vendesse Geromel ou Luan, por exemplo, a reposição seria menos complicada. São ótimos jogadores, mas há outros com características parecidas no mercado — talvez não tão bons, claro, mas parecidos. Sem alguém com esse estilo, resta a Renato reinventar em pouco tempo a forma de jogar do Grêmio. À primeira vista, Bolaños será o subsituto natural, o que pode ser uma boa alternativa, mas que muda o estilo da equipe. Não ficaria surpreso se daqui a pouco, Léo Moura fosse testado na função de meia. Técnico, bom boa visão de jogo e uma boa qualidade no passe, seria uma mudança menos traumática no meio campo tricolor.