Hiltor Mombach

É o torcedor sem alegria, sem pão e sem circo

Tivessem vergonha, jogadores da Seleção retornariam para um cortejo em carro fúnebre

Brasil eliminado cedo na Copa
Brasil eliminado cedo na Copa Foto : ODD ANDERSEN / AFP / CP

Apenas um jogador da seleção voltou ao Brasil no voo fretado da CBF, Danilo.
Carlo Ancelotti não retornou com a delegação. O treinador viajou para Nova York e, em seguida, foi para sua casa em Vancouver, no Canadá, para passar férias com a família.
O torcedor brasileiro vexado, cabisbaixo, pela eliminação diante da modestíssima Noruega, tendo que pegar dois, três ônibus para ir trabalhar por um salário mínimo, tendo que dar a cara a tapa neste Brasil terceiro-mundista, e os jogadores, despudorados, desavergonhados, nababos, se escondendo em países do primeiro mundo.
Fossem campeões, voltariam ao Brasil para desfilar em carro aberto, vangloriando-se das suas próprias qualidades, méritos ou conquistas, jurando, hipocritamente, ter feito isso pelo país, para dar alegria para as pessoas, como se o torcedor, sem pão, enchesse a barriga com circo.
Tivessem vergonha, esse sentimento doloroso que aponta algo não feito, uma promessa não cumprida, fossem cúmplices da desgraceira que se abateu sobre a nação, retornariam todos, jogadores, treinador, comissão técnica, para um cortejo em carro fúnebre.
Essa seleção não merece o Brasil que tem.
Essa Seleção provoca desonra, causa vergonha.
Vemos jogadores bonifrates, bonecos movidos a cordéis, mandaletes de casas de aposta, patrocinadores internacionais, preocupados apenas com a imagem pessoal, pois esta rende milhões.
A esperança não é a última que morre pois ela não morre nunca.
Mesmo traído, o torcedor já projeta um Brasil para 2030.
Somos uma nação de masoquistas. Tudo será igual dentro de quatro anos.