Hiltor Mombach

E se a OAS quebrar, como fica o Grêmio, parceiro na Arena?

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar o rating da OAS.
“Isso também reflete o risco de não pagamento de outras dívidas, incluindo dívidas bancárias e a nona emissão de debêntures”, afirmou no comunicado.
E se a OAS quebrar, como fica o Grêmio, parceiro na Arena?
De um especialista:
“Há previsão de rescisão no contrato com o Grêmio, não de quebra.
O BNDES irá executar as garantias dadas pela OAS  para recuperar o dinheiro do financiamento.
Se nestas garantias estiverem recebíveis da Arena (bilheteria, por exemplo) isto também será executado.
Em hipótese de quebra, o Olímpico não entra como garantia.
É um negócio entre Grêmio e construtora.”
Segundo este especialista, que conhece bem o contrato celebrado entre OAS e Grêmio, o Olímpico ainda pertence ao Grêmio porque não houve troca de chaves.
Só não é da OAS porque Fábio Koff fincou pé, não entregando o Velho Casarão antes de receber a escritura da Arena.
Entramos no campo das conjecturas.
Talvez seja interessante para o banco negociar o financiamento com o Grêmio, aceitando recebíves e o estádio como garantia,  prorrogando o prazo de pagamento para 20 anos, do que correr o risco de entrar numa disputa judicial com a OAS.