Breves considerações sobre se o Campeonato Brasileiro terminasse como está hoje, com o Grêmio no G-4, mas sem o caneco, e o Internacional mantido na Série A, e se as eleições dos dois clubes acontecessem na semana que vem. Isto porque temos uma Copa do Brasil que pode mudar o panorama político do Inter.
Politicamente, Piffero teria imensa dificuldade em se reeleger presidente. Poderia lançar Affatato, mas este, como candidato da Situação, não encontraria apoio entre os sócios. O caminho estaria aberto para Marcelo Medeiros, que deverá concorrer pela Oposição. Ou para Amarante, que também será candidato.
Romildo Bolzan seria favoritaço para uma reeleição, desta vez como mandato de três anos, e faria a maioria na chapa de renovação do Conselho Deliberativo.
Institucionalmente, o Inter seria lembrado como a equipe que foi desafiada pelo Íbis considerado o “pior do mundo”.
O representante pernambucano afirmou ter interesse em disputar uma partida contra o time gaúcho, para ver quem é o pior.
O Grêmio terminaria com a imagem fortalecida.
Seria lembrado, entre outras coisas, por retomar sua virtude de usar a base: Walace, Luan, Everton, Pedro Rocha, Jaílson...
Por outro lado, teve dois jogadores, Luan e Walace, como titulares da Seleção Olímpica após a segunda rodada. Os dois estão na mira dos europeus.
Financeiramente, o Grêmio teria mantido e pago apenas um treinador, Roger.
O Inter, três, com duas rescisões pesando na contabilidade: Argel e Falcão.
O número de sócios do Inter se manteve estável, 108 mil, mas a inadimplência atingiu 20%. São mais de 20 mil colorados sem pagar as mensalidades.
A projeção apontaria o quadro social do Grêmio crescendo em 2017 com a Libertadores e o do Inter estacionário ou baixando. Grêmio que no último ano saiu dos 38 para os 50 mil sócios pagantes (com crianças e remidos os associados sobem para 70 mil) e que tem a inadimplência mais baixa da sua história, 5%.
Não dá no mesmo o Grêmio terminar taça e o Inter na Série A.
Mas o perdedor sempre encontra justificativa para se consolar.
