Siga o Correio do Povo no Google!E fique um passo à frente das principais notícias.
O amigo Juremir, que ontem autografou o livro “Jango”, escreveu não vai tempo que ninguém é mais bairrista no Brasil do que cariocas e paulistas. Concordo discordando. O bairrismo do gaúcho vem acompanhando de duas síndromes, a do coitadismo e a do egocentrismo. Nossa convivência com o extremismo começa com a temperatura, que varia 20 graus num dia. Moramos num Estado que despenca do mapa e que carrega a fama de separatista. Se há um Brasil dentro do Brasil este fica no RS. No futebol, por exemplo, ninguém nos vence: nós é que perdemos. E, quando perdemos, é porque fomos garfados. Aceitamos uma garfadinha, mas uma garfadona como aquela do Brasileiro de 2005 é indigesta demais. Oito anos depois, o Corinthians continua sendo beneficiado. Descaradamente beneficiado. O último recurso de quem quer chamar a atenção é adotar um tom jocoso. É quando se esgotaram todas as outras instâncias. Domingo o Coritiba foi operado, levou 1 a 0 do Corinthians num gol de penalidade inexistente aqui e na China. O fato ganhou um blog (penaltiprocorinthians.tumblr.com.) com tiradas que adapto. ”Cai o presidente do Egito e juiz marca pênalti pro Corinthians.” ”Preço do tomate cai e juiz marca pênalti pro o Corinthians.” ”Analfabetismo cai, mas juiz marca pênalti para o Corinthians”. ”Neve cai em cidades de SC e juiz marca pênalti pro Corinthians”. “Ação do Facebook cai e juiz marca pênalti pro Corinthians”.