Hiltor Mombach

El Cholo, a lenda

Guiñazu sai do Beira-Rio para entrar para a história do Inter.
Foram 282 jogos de entrega total.
Um guerreiro à frente da zaga.
Nas cinco temporadas e meia em que foi titular absoluto, obteve quatro títulos regionais (2008, 2009, 2011 e 2012), uma Dubai Cup (2008), uma Copa Sul-Americana (2008), uma Copa Suruga Bank (2009), uma Libertadores (2010) e uma Recopa (2011).
O capitão pediu para sair pois suspeitava que iria para o banco de reservas com Dunga. Banco não é com ele, que não aceita zona de conforto.
Sua saída entristece milhares de colorados e agrada os poucos que o consideravam um volante dispersivo, destes que não guardam o lugar.
Vejam: seu único pecado era correr demais, dedicar-se demais, empenhar-se demais. El Cholo era demais em tudo.
Não sei quanto tempo levará para o Inter encontrar outro volante assim.
Guiñazu foi mais do que um jogador: foi alma e coração do Inter.
É patético que o Inter comece a temporada sem anunciar um único reforço e que deixe ir embora um símbolo, uma lenda.
Menos mal que, talvez atendendo manifestação deste colunista, o Inter tenha reservado generoso espaço em seu site para anunciar a saída da lenda, cedendo espaço ainda para uma entrevista coletiva de despedida que acontece hoje, às 10h, no CT Parque Gigante.
Vaya con Dios, Cholo.