Em 1995 fui para Medellin acompanhar a final da Copa Libertadores da América em sua 36ª edição.
Em Medellin o Grêmio conquistou o seu segundo título da competição ao superar o Atlético Nacional.
O clube gaúcho derrotou o colombiano na partida de ida da final, realizada no Olímpico, em Porto Alegre por 3 a 1.
Lá empatou por 1 a 1 no Estádio Atanasio Girardot.
Foi a pior de todas as minhas viagens.
Acho que fizemos o mesmo trajeto da Chapecoense.
Não muito longe que chegar ao destino o avião da Copa Airlines, uma companhia aérea panamenha, começou a chacoalhar.
Os compartimentos superiores se abriram e começaram cair pertences dos passageiros.
O pavor tomou conta de todos.
Do meu lado, em posição fetal, alguém rezava.
Pensei em rezar, mas desisti. Achei que seria uma ofensa a Ele rezar neste momento de dificuldade pois não rezava quase nunca.
Disse para mim mesmo que não voltaria de avião.
Acabei voltando.
Desembarquei em Medellin e, já no hotel, sou informado de que um avião caíra numa cidade vizinha matando todos seus passageiros, entre eles brasileiros.
Sempre que uma delegação viaja para a Colômbia, sinto calafrios.
A tragédia com a Chapecoense abalou o mundo.
O futebol brasileiro não será mais o mesmo por algum tempo.
