Hiltor Mombach

Em caso de rebaixamento, Inter pode repetir a crise do Grêmio nos anos 2000

O Inter tem risco superior a 70% de rebaixamento para a Série B segundo o Infobola. Neste domingo precisa ganhar do Bragantino no Beira-Rio e de resultados paralelos.

Abel, treinador do Inter
Abel, treinador do Inter Foto : Ricardo Duarte / Inter / CP

O Inter tem risco superior a 70% de rebaixamento para a Série B segundo o Infobola.
Neste domingo precisa ganhar do Bragantino no Beira-Rio e de resultados paralelos.
Na Série A fatura cerca de R$ 140 milhões/ano com a TV.
Na B, receberia cerca de R$ 10 milhões.
Carrega uma dívida de cerca de R$ 1 bilhão pagando juros.
Com a taxa Selic alta, as coisas se agravam.
Tem no grupo jogadores caros. Um deles é Borré, com salário de R$ 1,5 milhão por mês, ou R$ 18 milhões/ano.
A renda da TV na Segundona não paga o salário anual do atacante.
Em caso de rebaixamento, passaria 2026 na Segundona.
Em caso de retorno em 2027 veria suas finanças ainda mais combalidas.
Como sair da crise?
O Grêmio viveu anos de chumbo e demorou 15 anos para conquistar um título importante.
GRÊMIO
Em 2000, o então com o presidente do Grêmio, José Alberto Guerreiro, firmou um contrato com empresa suíça ISL.
A empresa bancaria contratações para o Grêmio, pagando o salário dos jogadores.
Com essa parceria, o clube trouxe jogadores como Amato, Astrada, Paulo Nunes e Zinho.
Em meados de 2001 a ISL decretou falência internacional.
HERANÇA FUNESTA
Em 2001 o clube venceu a Copa do Brasil.
Em 2003, Flávio Obino assumiu como presidente do Grêmio no lugar de José Alberto Guerreiro.
Entre as heranças, pegou uma folha mensal superior a R$ 2 milhões e alguns jogadores recebendo mais de 200 mil dólares por mês.
Sem grana e com o clube falido, reduziu a folha para R$ 500 mil.
Resultado: Grêmio rebaixado em 2004.
Vieram depois Paulo Odone (2005 a 2008) e Duda Kroeff (2009 e 2010), apagadores de incêndio.
Odone retornou (2011-2012) e, no final desta gestão, terminou de pagar o funesto, mas salvador, condomínio de credores.
O Grêmio só voltaria a se estabilizar na gestão Koff (2013-2014).
Foi com Romildo Bolzan na presidência que voltou a ganhar um título importante, isto em 2016, a Copa do Brasil.
Em 2017 faturou a Libertadores.
Foram 15 anos de jejum.
ARENA
Em caso de rebaixamento o Inter iniciará um processo de crise sem data para terminar.
Justamente em 2026, ano em que o Grêmio começa a melhorar sua situação.
Como dono da Arena terá a entrada de R$ 35 milhões/ano da bilheteria e deixará de repassar R$ 24 milhões por ano da migração dos sócios do Olímpico.
Repassou durante mais de uma década para a gestora do estádio, a Arena Porto-Alegrense, ou OAS.

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