Carlos Corrêa / Interino
O papel aceita tudo e é o terreno ideal para projeções otimistas, afinal ali não há adversários ou obstáculos. Claro, não quer dizer que um time que no papel é uma máquina vai ser campeão, já que as taças são disputadas no campo. Mas é um bom parâmetro para que tenhamos noção sobre como gerenciar nossas expectativas.
De uns tempos para cá, virou moda a analogia das prateleiras para diferenciar o que quer que seja. “Fulano é da mesma prateleira de beltrano”. “O time A não é da mesma prateleira que o B”.
Pois bem, por essa mesma lógica, vamos lá: no papel, a Dupla Gre-Nal não está hoje na primeira prateleira do futebol brasileiro, correto? Não tem como achar que estamos no mesmo nível de Flamengo, Palmeiras e Botafogo. Tenho lá minhas dúvidas se também estamos, no papel, na mesma prateleira do Atlético-MG.
Qual seria portanto, nosso lugar na parede do Brasileirão? Com boa vontade, a quarta ou quinta força do país? E mesmo assim, na melhor das hipóteses, em pé de igualdade com várias outras equipes como Corinthians, Fluminense, São Paulo e Cruzeiro.
Dá para sonhar com títulos em 2025? Sempre dá, mas é cada vez mais complicado.
