Por Juca Kfouri
Imagine você que no domingo, durante o jogo, Jô não sentiu a bola bater em seu braço, mas mostrou a Ramon, do Vasco, que ela batera em seu peito.
Ainda no gramado, disse aos repórteres que jogara o corpo e não sabe onde a bola tocara.
Depois do banho, ao sair do vestiário, manteve o discurso.
Só hoje, terça-feira, em Buenos Aires, admitiu que a bola bateu em seu braço, mas sem intenção de trapacear.
Porque só ontem, segunda-feira, em casa, viu a cena…!
A cena que o país todo viu mil vezes no domingo, o protagonista só assistiu no dia seguinte!!!
Cena que ele nem precisava ver para contar o que aconteceu.
Quem acreditar nisso acredita em tudo.
O pior é que a emenda contou com o respaldo da direção de futebol do Corinthians.
E teria sido tão simples dizer, ainda no gramado: “Joguei o corpo contra a bola, a bola bateu no meu antebraço, não tive intenção, e o juiz deu o gol".
Aí a discussão ficaria toda em torno do assoprador de apito, de sua interpretação etc e tal.
Mas, não.
O Corinthians e Jô insistem em continuar achando que a humanidade é burra.
