Carlos Corrêa / Interino
A temporada 2017 trouxe novidades na Copa do Brasil. Ao contrário das edições anteriores, desta vez a CBF decidiu que criar critérios subjetivos deixaria a competição mais emocionante. A partir de agora, na primeira rodada, o jogo é único, com o mando de equipes pequenas, que têm a obrigação de vencer. Empate dá a vaga para os visitantes, geralmente, equipes com maior tradição. Pode ser emocionante, mas é injusto por todos os ângulos que se possa analisar. Para os clubes pequenos, é injusto porque os obriga a vencer equipes com uma estrutura muito maior. A Caldense, por exemplo, teve que partir para cima do Corinthians; o Vitória da Conquista, para cima do Coritiba. Deu Corinthians e Coritiba, claro. Também é injusto porque nem sempre o anfitrião tem uma estrutura tão maior que o visitante e assim, o fator local faz toda a diferença, tornando-se desigual. Uma coisa é esperar que o Corinthians e o Palmeiras vão vencer adversários sem nenhuma expressão. Outra é cobrar isso do Ypiranga diante do PSTC, do Paraná. O clube de Erechim perdeu por 2 a 1. Até o ano passado, teria a chance de, vencendo por 1 a 0 o jogo da volta, se classificar. Agora, ficou alijado do jogo da volta e está eliminado. Mesma coisa o Juventude, que perdeu por 3 a 1 para o glorioso Murici e não teve a chance de devolver o placar no Jaconi.
