Hiltor Mombach

Empatia tem clube. Renato é o exemplo

Renato invadiu a história do Grêmio em 1983 e ali segue chumbado. ​No Grêmio, e só no Grêmio, ele é rei.

Renato invadiu a história do Grêmio em 1983 e ali segue chumbado. ​No Grêmio, e só no Grêmio, ele é rei.
Renato invadiu a história do Grêmio em 1983 e ali segue chumbado. ​No Grêmio, e só no Grêmio, ele é rei. Foto : Fabiano do Amaral

Vai tempo escrevi que empatia é um grande acontecimento.
Assim como afinidade.
Não desmereça o poder destes sentimentos.
Vai muito, vendo um programa de TV, lá estava Júnior, ex-lateral e meio-campista, atuando como comentarista.
Súbito, desanda a falar de Andrade.
Preciso explicar quem foi Andrade.
Trata-se de um auxiliar que, efetivado como treinador, tirou o Flamengo da zona intermediária da tabela e o levou a um título improvável de campeão brasileiro em 2009.
Sem perplexidade, ouço Júnior discorrer sobre a importância da empatia, afinidade, amizade do grupo com Andrade.
Quando isto acontece, mesmo os descontados fisicamente viram leões.
Renato é uma usina de empatia.
Há treinadores que são um palito de fósforo, se muito.
Isto ficou cristalino no domingo.
O leitor que entenda como quiser.
Com Renato, até quem não vinha jogando bem redescobrirá a bola.
O futebol é um mundo à parte.
Eis agora uma descoberta surpreendente: empatia tem cor e clube.
A empatia de Renao veste azul, preto e branco e cabe no Grêmio.
Aqui, ele é um líder nato. O líder nato tem vida longa.
O horizonte de Renato não é o Rio, São Paulo ou Minas.
É a Arena como foi um dia o Olímpico. 
O amor que lhe é consagrado pelos gremistas é eterno.
É assomboroso como ele ofusca icônicos como Roger e Felipão.
Renato invadiu a história do Grêmio em 1983 e ali segue chumbado.
No Grêmio, e só no Grêmio, ele é rei.