Hiltor Mombach

Empresários

Sempre considerei os empresários de futebol um mal necessário. Não penso mais assim. Venho recebendo e-mails dando conta de empresários que viraram inclusive presidentes de clubes do Interior. Clubes que estão quebrados. Quase sempre quando alguém enriquece, alguém empobrece.Telefonei para um destes presidentes-empresários. Perguntei que benefícios o seu clube tinha com esta situação. Disse ter sido pego de surpresa com a ligação e pediu um tempo para responder.A questão é: como enfrentá-los? Flávio Obino não quis a parceria de empresários em 2003 e 2004. Resultado: o Grêmio acabou na Segundona. Sem empresários, não há negócios. Simples assim.


Obino quebrou a regra, manteve os empresários longe do Olímpico e, quando percebeu, não tinha dinheiro para bancar uma folha de R$ 444 mil/mês. Superava os R$ 2 milhões no tempo de Guerreiro. Sem empresários, não teve condições de fazer time. Custou a Segundona.


Vá lá o empresário negociar com o clube e levar comissão. Mas o próprio presidente ser o empresário, trabalhar dos dois lados do balcão, transformando o clube em barriga de aluguel, em laboratório, obviamente levando sempre a fatia maior do bolo, aí não pode dar certo.