Hiltor Mombach

Enfim, volta o vice de futebol

Aprovada em novembro de 2004 (gestão Obino) e executada a partir de maio de 2006 (gestão Odone) a criação do Conselho de Administração contemplou como apêndice o fim do cargo de vice-de-futebol e e surgimento de seis gerências executivas remuneradas, entre elas a de futebol. Enterrou-se ali uma fórmula de sucesso, abrindo as portas para, amparado pelo estatuto, tornar conselheiros gerentes, dando a isto o nome de profissionalização do setor.
Ex-vices de futebol levantadores de taças tinham no superintendente Verardi um executivo. Isto foi sepultado.
Mário Sérgio foi o primeiro gerente. Pelaipe deixou o CD para ser o segundo.
Com curta passagem pelo futebol, Rui Costa foi premiado por Koff para a função.
Também teve que deixar o CD. Rui está aprendendo a ser gerente e recebe para tanto.
Não se buscou um profissional para o setor, mas à mudança deu-se o pomposo rótulo de profissionalismo.
A crise do futebol e a falta de uma palavra mais representativa levaram o Grêmio a votar na segunda-feira pelo retorno do vice-de-futebol.
Com a aproximação da eleição, Koff poderá costurar politicamente com algum movimento a indicação.
Se quiser que o vice tenha alguma influência sobre Felipão, terá que escolher um cascudo.