Hiltor Mombach

Enquanto aqui o povo sofre, nos EUA a CBF se esbalda

A Seleção Brasileira já foi importante para mim. Lembro da festa em 1970, da tristeza em 1982

Seleção é comandada por Ancelotti
Seleção é comandada por Ancelotti Foto : Mauro Pimentel / AFP / CP

A Seleção Brasileira já foi importante para mim.
Lembro da festa em 1970, da tristeza em 1982…
Não sei quando parei de torcer intensamente.
Claro, vibrei em 2002 com o penta, mas de forma comedida.
Aos poucos fui rompendo, tanto que essa Seleção não me representa, embora torça por ela.

Percebo os jogadores preocupados com o dinheiro, com a melena, com a cor da chuteira, com o boné do patrocinador, distantes e distraídos mascando chiclete, com potentes fones de ouvido talvez porque a voz do torcedor irrite…
Nada disto faz parte do meu mundo, do mundo do povo.
Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo del Nero, Rogério Caboclo e Ednaldo Rodrigues foram afastados.
A CBF teve cinco presidentes presos ou afastados nos últimos sete mandatos.
Marin teve seu nome envolvido em corrupção e chegou a ser preso em 2015 pelo FBI na Suíça, no caso “Fifagate”.
A informação é de que o atual presidente da CBF, Samir Xaud, teria usado dinheiro da entidade para bancar a viagem da esposa e de uma suposta amante aos EUA.
A CBF afirma que as despesas particulares dos dirigentes são arcadas pelos próprios.
Haveria uma tentativa para derrubar Xaud.

Como fica o cidadão, no Brasil roendo unhas, torcendo por um selecionado meia-boca, muitos entrando na fila do açougue para comprar osso, enquanto o presidente da CBF e sabe-se mais lá quem da sua comitiva gasta mais de R$ 100 mil com a viagem da suposta amante? Vergonhoso.